Esse não foi o primeiro livro que eu terminei de ler esse ano, mas foi o primeiro que eu comecei, então vai ser o primeiro que aparece por aqui (até porque o segundo livro é muito "vergonhoso", vocês vão ver... hehe).
Eu coloquei o título em inglês porque li em inglês. Em português o livro se chama "As vantagens de ser invisível", se não me engano. Tem filminho com a Emma Watson e um ator chamado Ezra alguma coisa (que não é Pound, pena hehe). Eu citei o filminho porque quis ler o livro justamente depois de assisti-lo. Eu gostei da trilha sonora e achei que a história era bonitinha. Não me critiquem, gente, mas eu gosto de ler os livros depois de ver os filmes nos quais eles foram inspirados. Acho mais vantajoso fazer assim. Eu sei que perco do mesmo jeito (ver o filme antes vai limitar minha imaginação de qualquer forma, porque eu sempre vou enxergar o que vi ali), mas me decepciono menos. Consequências de um Harry Potter em minha vida. rs
Enfim, voltando ao livro... Eu estava afim de ler em inglês e comprei no idioma original só por isso, não foi de frescura por achar que perderia na tradução, não (eu só faria isso com algum livro em russo, talvez, mas eu não sei russo. E a Editora 34 tem dado cabo disso).
A história é contada em formas de cartas que Charlie, o protagonista, escreve para um destinatário desconhecido. Charlie é um garoto ingênuo e sem amigos, pelo menos logo no início do livro (daí o wallflower do título), mas isso vai mudando ao decorrer da história.
Num jogo de futebol da escola, Charlie conhece Patrick e Sam (por quem, previsivelmente se apaixona) e eles se tornam amigos, é a partir disso que a história se desenvolve, abordando o amadurecimento do protagonista e suas relações com seu novo círculo de amigos.
As personagens não têm lá a maior profundidade do mundo, mas têm coerência. Charlie é até apaixonante, meio irreal de tão ingênuo, mas apaixonante de tão puro, e a história é bem escrita, prende o leitor. Era difícil parar de ler, porque eu queria saber o que iria acontecer, e ficava torcendo por certas coisas. Só não gostei do final, e não pelo final da história em si, mas pela afobação com que termina o livro. O ritmo dos acontecimentos foi um praticamente o livro inteiro, então o final destoou do conjunto, achei corrido. O autor lança uma bomba (meio esperada, mas lança!) e poucas páginas depois, tchau, é isso aí, leitores, foi assim. Eu fiquei me perguntando "e aí? Vai ser só isso mesmo?". Sei lá, não achei que aquela pressa combinou com o resto do livro.
Foi uma boa leitura. Eu gostei do livro, me diverti e me apaixonei lendo, e recomendo para quem quiser algo leve, bom entretenimento para cabeças cansadas. Eu só não sei se leria de novo, porque tenho muitos livros na fila sacudindo as paginazinhas enquanto gritam "agora é minha vez, Lu! Agora sou eu!".
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