domingo, 25 de maio de 2014

Uma noite no Chateau Marmont - Lauren Weisberger

Eu adoraria dizer que só leio livros cultos e respeitados, mas se eu tenho algo em abundância, isso se chama "talento para ler porcaria". Com certeza o livro da Weisberger se encaixa nisso.
Eu já tinha tentado ler um livro dela antes, o "Chasing Harry Winston" (nome em inglês porque meu exemplar é em língua inglesa), mas achei a história chata de doer. Não engrena.
E com essa, meio que acontece quase a mesma coisa... (Minto: eu já li um livro dela. O Diabo veste Prada. Chatíssimo. Não recomendo)

O livro conta sobre a história de Brooke, casada com Julian. O casal vê sua vida mudar da noite para o dia quando Julian, um músico, começa a fazer sucesso. Eles precisam aprender a lidar com os paparazzi, incompatibilidade de agendas, dentre outras coisas, para não deixarem que seu casamento seja afetado pela fama repentina de Julian. Até que algo acontece no Chateau Marmont (um dos hotéis mais famosos da Califórnia, gente, e não um castelo de verdade, na França, como a tia aqui passou tempos imaginando...).
Enfim, achei a história toda uma enrolação total, ela custa a pegar velocidade, e para mim nem chegou a emplacar. Eu não consegui sentir a menor simpatia por nenhuma das personagens, achei o Julian um fresco cheio de mimimi e a Brooke uma anta, que vive pelo marido e se esquece dela mesma.
Li, não gostei, não leria de novo, só terminei de ler porque esse ano estou tentando não abandonar (muitos) livros. Recomendo para... acho que não recomendo. Hehe

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O Doce Veneno do Escorpião - Bruna Surfistinha

Me critiquem, riam bastante, mas eu assumo: eu li.

Foi em janeiro, numa tarde bem a toa da primeira semana do mês. A ideia surgiu em uma dessas conexões malucas que a minha cabeça faz. Entrei no site da globo para ver fofoca (me critiquem de novo!!! Eu estava MUITO a toa nesse dia), deve ter aparecido alguma coisa sobre a Bruna Surfistinha e eu cheguei ao livro não me lembro como. Sei que resolvi ler e em 1h e pouco o serviço estava feito.

O livro conta a história da ex-garota de programa Raquel não lembro o quê, a Bruna Surfistinha. Ela conta como foi infância, adolescência, o início da vida na prostituição e depois como saiu dela.
O livro não foi escrito por ela, propriamente, ela foi entrevistada por um jornalista, este sim o escritor. O tom da coisa é bem informal, como se fosse uma conversa mesmo, daí a rapidez e facilidade com que o livro pôde ser lido. Não me acrescentou nada, não mudou minha vida (hahaha), me distraiu por uma mísera hora e hoje eu ainda fico pensando que vou me arrepender depois de dizer aqui que eu li. Não pela autora, mas pelo livro em si, que sei lá porque cargas d'água me lembrou muito uma coisa meio Sabrina-Julia-Bianca (é, gente, eu também já li os romances da Nova Cultural. Hoje em dia eu sou feminista demais para engolir aquilo). Como sou a favor de conhecer as coisas antes de opinar sobre elas (foi assim que acabei lendo Paulo Coelho, um dia eu conto), eu li.

Recomendaria para quem tem curiosidade dos pormenores da vida de uma garota de programa, porque biografia de puta, eu recomendo mesmo é o livro da Gabriela Leite, que em breve aparecerá por aqui.

C'est tout.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

The perks of being a wallflower - Stephen Chbosky

Esse não foi o primeiro livro que eu terminei de ler esse ano, mas foi o primeiro que eu comecei, então vai ser o primeiro que aparece por aqui (até porque o segundo livro é muito "vergonhoso", vocês vão ver... hehe).

Eu coloquei o título em inglês porque li em inglês. Em português o livro se chama "As vantagens de ser invisível", se não me engano. Tem filminho com a Emma Watson e um ator chamado Ezra alguma coisa (que não é Pound, pena hehe). Eu citei o filminho porque quis ler o livro justamente depois de assisti-lo. Eu gostei da trilha sonora e achei que a história era bonitinha. Não me critiquem, gente, mas eu gosto de ler os livros depois de ver os filmes nos quais eles foram inspirados. Acho mais vantajoso fazer assim. Eu sei que perco do mesmo jeito (ver o filme antes vai limitar minha imaginação de qualquer forma, porque eu sempre vou enxergar o que vi ali), mas me decepciono menos. Consequências de um Harry Potter em minha vida. rs

Enfim, voltando ao livro... Eu estava afim de ler em inglês e comprei no idioma original só por isso, não foi de frescura por achar que perderia na tradução, não (eu só faria isso com algum livro em russo, talvez, mas eu não sei russo. E a Editora 34 tem dado cabo disso).

A história é contada em formas de cartas que Charlie, o protagonista, escreve para um destinatário desconhecido. Charlie é um garoto ingênuo e sem amigos, pelo menos logo no início do livro (daí o wallflower do título), mas isso vai mudando ao decorrer da história.
Num jogo de futebol da escola, Charlie conhece Patrick e Sam (por quem, previsivelmente se apaixona) e eles se tornam amigos, é a partir disso que a história se desenvolve, abordando o amadurecimento do protagonista e suas relações com seu novo círculo de amigos.

As personagens não têm lá a maior profundidade do mundo, mas têm coerência. Charlie é até apaixonante, meio irreal de tão ingênuo, mas apaixonante de tão puro, e a história é bem escrita, prende o leitor. Era difícil parar de ler, porque eu queria saber o que iria acontecer, e ficava torcendo por certas coisas. Só não gostei do final, e não pelo final da história em si, mas pela afobação com que termina o livro. O ritmo dos acontecimentos foi um praticamente o livro inteiro, então o final destoou do conjunto, achei corrido. O autor lança uma bomba (meio esperada, mas lança!) e poucas páginas depois, tchau, é isso aí, leitores, foi assim. Eu fiquei me perguntando "e aí? Vai ser só isso mesmo?". Sei lá, não achei que aquela pressa combinou com o resto do livro.

Foi uma boa leitura. Eu gostei do livro, me diverti e me apaixonei lendo, e recomendo para quem quiser algo leve, bom entretenimento para cabeças cansadas. Eu só não sei se leria de novo, porque tenho muitos livros na fila sacudindo as paginazinhas enquanto gritam "agora é minha vez, Lu! Agora sou eu!".


domingo, 4 de maio de 2014

O ano de 2014 tem sido extremamente produtivo para mim, em termos de leitura.
Eu sempre li muito, mesmo quando estava na faculdade e nem sempre conseguia ler um livro inteiro (é, eu fiz letras e na faculdade nem sempre eu lia os livros até o final... era coisa demais para ler). Mas depois que eu conheci o Kindle... eu posso seguramente dizer que minha vida mudou.
Eu tenho muitos livros de papel em casa, e não abrirei mão deles jamais, mas confesso que neste ano tenho descoberto os prazer de um e-reader, o que tem me feito ler mais ainda. Na internet, achei sites muito bons para baixar livros e poder viajar levando um e-reader levinho, ao invés de um, dois volumes pesados (é, minha gente, já levei dois livrões quando sabia que um deles seria terminado pela viagem!) é simplesmente divino.
Fora a diversão que não é ler em outras línguas... Eu moro num interiorzão bravo, em termos culturais, e o site do Amazon mantém minha leitura em inglês em dia. Pago 16 reais num livro virtual, quando pagaria 26 num livro impresso. Mas continuo dizendo, meu coração nunca vai deixar de pertencer aos livros impressos, porque uma das coisas mais deliciosas desse mundo é cheiro de livro...
Meus planos para este blog são registrar o que andei lendo, fazer uma pequena resenha sobre os livros, dizendo a sinopse, se a história é bem escrita, se achei interessante, se recomendaria e se leria novamente.
Eu leio de tudo, confesso que esse ano tenho lido mais besteiras, tenho deixado a literatura "respeitada" mais de lado. Mas o importante é se divertir, então vou continuar lendo o que me aparece pela frente e eu acho que pode ser legal, seja lá um Nicholas Sparks ou um Camus.
Paralelo à minha meta de ler 30 livros neste semestre, eu também quero "dar a volta ao mundo" lendo. Achei isso num blog (de alguém que achou em outro blog...), gostei da idéia. Depois posto aqui onde eu vi.
Então é isso!